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Pai é denunciado por sequestrar, matar e ocultar corpo da filha de 17 anos entre SC e RS

Pai é denunciado por sequestrar, matar e ocultar o corpo da filha de 17 anos entre SC e RS. Caso envolve condenação anterior por estupro e violência doméstica

Pai é denunciado por sequestrar, matar e ocultar corpo da filha de 17 anos– Itajaí, Santa Catarina — Uma investigação policial envolvendo o desaparecimento e a morte de uma adolescente de 17 anos culminou na denúncia formal do pai da vítima pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O caso começou no final de novembro de 2025 e segue sob análise judicial em fevereiro de 2026, de acordo com as informações do site ND+

O desaparecimento

A jovem foi vista pela última vez na madrugada de 30 de novembro de 2025, em Itajaí. De acordo com relatos familiares, ela saiu de casa durante a noite e não voltou. Não levava telefone celular nem pertences pessoais. O sumiço mobilizou familiares e autoridades.

Nos primeiros dias, a investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, que passou a analisar imagens, depoimentos e registros de deslocamento.

O histórico do investigado

Durante as diligências, o foco recaiu sobre o pai da adolescente. Ele já havia sido condenado semanas antes pelo crime de estupro contra a própria filha, com pena superior a 16 anos de reclusão. Também existia medida protetiva vigente que restringia contato com a vítima.

Apesar de morar fora de Santa Catarina naquele momento, testemunhas indicaram que ele esteve na cidade na data do desaparecimento.

Prisão em outro estado

No dia 18 de dezembro de 2025, o suspeito foi localizado e preso em Maracaju. A detenção ocorreu após troca de informações entre forças policiais estaduais. Até então, o paradeiro da adolescente permanecia desconhecido.

Pai é denunciado por sequestrar, matar e ocultar corpo da filha de 17 anos -Descoberta do corpo

As investigações apontaram que a jovem teria sido retirada de casa sob ameaça na madrugada do desaparecimento. Segundo a denúncia apresentada posteriormente, ela foi levada para outro estado e morta entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro.

O corpo foi encontrado apenas em 16 de janeiro de 2026, em área rural do município de Caraá. A vítima estava em uma valeta, coberta por lona e pedras, em local de difícil visualização.

A perícia foi acionada e o reconhecimento confirmou tratar-se da adolescente desaparecida.

Denúncia formal

Em fevereiro de 2026, o Ministério Público de Santa Catarina apresentou denúncia contra o pai pelos crimes de sequestro qualificado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O órgão solicitou que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri, além de requerer indenização mínima à família da vítima.

Na acusação, o Ministério Público sustenta que o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar. A promotoria também menciona que o investigado teria agido para impedir que a filha desse continuidade a processos judiciais relacionados à condenação anterior.

Situação atual

O acusado permanece preso preventivamente enquanto o processo tramita na Justiça. A fase atual envolve análise da denúncia pelo Judiciário e eventual decisão de pronúncia para julgamento pelo júri popular.

O caso reacendeu debates sobre violência intrafamiliar, falhas na proteção de vítimas e o risco enfrentado por adolescentes em situações de abuso denunciado.

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